• Roberto Thomazette

Afinal, o que minha empresa ganha com gerenciamento de processos?



Atualmente, o mundo dos negócios defronta-se com crescentes pressões de competitividade, demandas por diferentes serviços e a necessidade de aumentar cada vez mais a produtividade e eficácia dos seus processos. Ao mesmo tempo em que as organizações avaliam a forma como trabalham, também revisam constantemente o relacionamento entre pessoas, atividades e prazos de execução.


Essa revisão é direcionada para a análise dos processos existentes, questionando-os, modelando as melhores formas de executá-los e aí sim, implementando-os com medição dos resultados alcançados e execução das devidas correções fechando um ciclo de aperfeiçoamento contínuo.

A habilidade de analisar, modelar e implementar os processos de negócio de uma forma simples permite que os mesmos tenham seus tempos de execução e custos totais reduzidos, ao mesmo tempo que fornece os fundamentos para uma rápida adaptação às mudanças nas formas de fazer negócio. Em essência, o conceito atual de BPM (Business Process Management), replica com o auxílio da tecnologia da informação, a forma como as pessoas trabalham e interagem entre si e com os sistemas atuais da empresa, capacitando-as a gerenciarem suas atividades e prazos.

Na prática, o que se verifica é que as organizações fazem negócio horizontalmente, onde as atividades de sua cadeia de valor permeiam várias áreas, departamentos e até diferentes empresas. Portanto, o foco operacional está no processo como agente integrador das atividades, regras de negócio, dados e sistemas.

O legado deixado pela produção em massa no último século é de uma fragmentação e especialização do trabalho que, no ambiente de escritório, traduz-se em um maior esforço de tempo para se transferir informação entre as pessoas envolvidas em um processo. Problemas de comunicação aumentam substancialmente, gerando maior número de pessoas envolvidas, mais pontos de controle e dados e sistemas diferentes necessários para se executar um processo de início ao fim. Surgem aí as grandes oportunidades de simplificação e agilização.

O senso comum nos diz que o tempo total requerido para se completar um processo de negócio é igual à soma dos tempos individuais das atividades nele envolvidas. Isto somente é verdade quando não há tempo de transferência envolvido, que nos processos convencionais, pode atingir cerca de 90% do ciclo total do negócio. A redução drástica desses tempos improdutivos, aliado à garantia de rastreabilidade, padronização e maiores controles é o principal resultado esperado em uma implantação de BPM. Estamos falando em ganhos financeiros significativos!

Qual usuário não gostaria de ter uma tela única de acesso com os dados necessários para completar a sua atividade, sem necessidade de navegação entre vários sistemas? Que gerente não precisaria ter indicadores gerenciais de tempos e custos do seu processo visando possíveis melhorias? Qual gerente de informática não necessitaria de uma ferramenta de implantação prática dos processos redesenhados que traga visão horizontal completa, respeitando os dados e sistemas já existentes?

Não há mais dúvidas de que BPM traz uma nova forma de alinhamento dos processos aos objetivos de negócios das empresas, portanto esperar para utilizá-lo significa estar correndo o risco de perder o trem da competitividade.


Revista Cardnews – Junho 2005