Qual a Diferença entre Governança de Dados e Gerenciamento de Dados?



Quando você escuta alguém falar sobre Governança de Dados, é difícil decifrar se a pessoa está realmente falando sobre Governança de Dados (Data Governance), Gerenciamento de Dados (Data Management) ou alguma coisa misturada delas.

A DAMA (Data Management Association) define a Governança de Dados como: “O exercício de autoridade, controle e tomada de decisão compartilhada (planejamento, monitoramento e execução) sobre o gerenciamento de ativos de dados”.


A DAMA também define 10 funções principais de Gerenciamento de Dados no seu DAMA-DBOOK (Data Management Body of Knowledge). A Governança de Dados é identificada como o componente central do Gerenciamento de Dados, interligando as outras 9 disciplinas, como o Gerenciamento da Arquitetura de Dados, Gerenciamento da Qualidade dos Dados, Master Data Management, etc.,  como mostrado na figura abaixo:

Muitas pessoas já aderiram completamente à governança dos dados, até o ponto de trabalharem de forma colaborativa através de unidades de negócio que somente apresentam obstáculos.


A Governança de Dados é sem dúvida disruptiva, mas de maneira positiva (se abordada de forma apropriada). Ela exige mudanças, inclusive organizacionais, como por exemplo, um Comitê de Governança dos Dados, Comitê de Coordenação da Administração de Dados, etc.


Não estamos falando de uma tática de guerrilha para a governança dos dados, onde alguns visionários não autorizados tentam efetivar mudanças usando suas habilidades de influência.


Então, o que significa exercer a autoridade, o controle e a tomada de decisão compartilhada sobre o gerenciamento dos ativos de dados e quais são os efeitos práticos disso? Quem precisa manter a autoridade, o controle e a tomada de decisão compartilhada?


Muitos dados (mas não todos) são originados na empresa, seguindo a sequência Criar, Ler, Atualizar e Apagar ou compartilhados com várias aplicações em várias unidades de negócio. Nesses casos, os dados precisam atender as necessidades de vários sistemas. No entanto, muitas vezes as pressões de curto prazo, a relutância em compartilhar dados (ou seja, os dados são "meus") ou práticas erradas de modelagem de dados usadas para estabelecer a estrutura e o formato dos dados para atender necessidades imediatas resultam em numerosos silos de informação e destroem os esforços de integração.


A Governança dos Dados é obviamente necessária para exercer a autoridade para controlar, onde for possível, esses silos de informação que geram custos (cada um precisando de mais licenças, mais hardware, mais trabalho envolvido com análises duplicadas, modelagem, gerenciamento e esforços de integração).

Dados são ativos insubstituíveis. Um segmento de dados não é igual a outro (uma gravação de atendimento pode se referir a um cliente habitual e muito importante ou a um cliente sem histórico de vendas).


Se nós perdemos, não achamos, não entendemos ou não podemos integrar dados corporativos valiosos ou se eles forem de qualidade duvidosa, não extraímos o máximo do seu valor, levando a perda de qualidade das decisões e operações.


No final das contas, nós administramos dados não pelo bem dos dados, mas para o bem do negócio!!



Conclusão


Portanto, a empresa toda deve exercer um papel dominante no que se refere à Governança dos Dados. Se a governança somente for exercida apenas por TI, poderá resultar em uma falta de envolvimento da empresa e o fracasso da governança dos dados.


Para uma “tomada compartilhada de decisão”, a governança dos dados deve ser trabalhada de forma colaborativa em todas as unidades de negócio envolvidas.



Em nossos próximos artigos falaremos mais detalhadamente sobre a Governança de Dados, incluindo estratégias que favorecem a governança, além dos demais temas relacionados com o Gerenciamento de Dados. Fique ligado!


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